Era uma vez eu no México.

Pegando carona no post passado queria hablar um poquito del México. Sempre admirei os costumes ticanos e suas histórias, sei lá, não sei se foi assistir muito Chaves, ou quando chorava vendo o sofrimento de Maria do Bairro, ou quando via o pequeno e afrodescendente Cirilo sendo humilhado por Maria Joaquina em Carrossel.

Enfim…uma vez sonhei ou imaginei, só sei que me vi no México em certa ocasião. O ano não me lembro, só lembro que mi nombre era Carlos Romerito Del´Arco Gutierrez, e morava na cidade de Amacueca.

Morava eu em uma cholpana com chão de terra batida e um fogão a lenha. Não posso esquecer de meu fiel e nobre cavalo “Treta” que me levava aos confins mexicanos.

Na época andávamos em bandos. Lembro que eu e mais uns parceiros nos reuníamos no alto de uma montanha para fumarmos um tipo de cigarrilha então nunca vista nos outros vilarejos. Tratava-se de uma erva em vez de fumo que estávamos acostumados…dizem que quem descobriu a tal erva foi Maria, filha de Joana uma conhecida curandeira de Amacueca. Joana jurava que fumar a erva em vez do fumo convencional nos proporcionaria visões de Deuses Astecas e proteção contra las almas mexicanas, tanto verdade que os bebês ao nascerem eram enrolados em pequenos chumaços secos daquela erva, pois diziam que o cheiro acalmava los ticos e os faziam parar de chorar como se por milagre, causando neles uma sensação de paz.

Eu geralmente acompanhava los amigos até a montanha e algumas vezes experimentava, mas logo tive que parar pois comecei a ser perseguido por um pequeno camundongo de sombreiro que corria como o cão e se auto denominava Ligeirinho. Ele me perseguia quando daquela erva eu usufria.

Eu era apaixonado em una mulher chamada Eleonor Garcia Esmeralda Sanches. As vezes em Amacueca rolava alguns bailes, e geralmente Eleonor preferia dançar com os “ el boyzitos” de uma cidade próxima, me deixando de lado.

Na época eu tinha apenas um cavalo meia bomba popular, eles tinham cavalos “tunaditos”, com ferraduras aro 20” , celas de couro impermeáveis, acessórios de selaria e revisão gratuita após 1000 léguas corridas.

Eu trabalhava em um engenho falido que pertencia ao senhor José Cuervo, um louco homem que fazia experimentos alcoólicos para fabricar tequila e que dizia que um dia seu produto ainda embebedaria muita gente por todo o Mundo.

O tempo ia passando e minha vida em Amacueca sempre fora a mesma, trabalho, fumar a cigarrilha de Maria e Joana quando podia, conversar com o Ligeirinho e pensar em Eleonor.

Para tirar uma grana por fora arrumei um bico de Mariachi nos bailes da região, tocando violão. Agora eu seria bem visto por Eleonor, pois teria um lindo sombreiro preto com lantejolas brilhantes, um roupa bem justa e atochada no rego (isso atraia as mulheres). Quem sabe assim conseguiria conquistá-la.

Estava eu fazendo uma apresentação em Amacueca quando surge em meio aos farrapos, velhos e crianças..ela… minha amada, usando um vestido vermelho de bolinhas brancas e cheio de babados, colocou até seu olho de vidro que havia perdido em um baile passado.

Mal sabia ela que na noite passada tinha escrito uma canção, que em minha cabeça a faria parar e se emocionar que era mais ou menos assim…

La cucaracha, la cucaracha

Ya no puede caminar

Porque no tiene, porque le falta

Marihuana pa’ fumar

E naquela noite eu tinha a certeza que chegaria o toddy em Eleonor, mas não foi bem assim. Um homem veio por trás dela e a beijou calorosamente como uma mula no cio…acabara ali toda minha auto estima e meu sonho.

Saí correndo chorando com meu violão nos braços e a calça atolada em meu rego atrapalhando minha fuga ao desespero.

Imediatamente passei na casa de Maria e sua mãe Joana e peguei uma quantidade imensa daquela erva que diziam invocar os Deuses Astecas, passei no engenho do seu José Cuervo e arrematei 3 garrafas de tequila.

Corri para a montanha e no alto dela fumava a cigarrilha e me embebedava, não demorou muito para começar a ver o maldito e pequeno camundongo Ligeirinho que naquela altura já não era tão ligeiro pra mim.

Com o meu violão dedilhava umas levadas lentas, mas ao mesmo tempo gingadas. Como estava sob efeito daquela erva medicinal comecei a esquecer o que havia acontecido comigo naquela triste noite e comecei a fazer canções e mais canções com aquele ritmo que descobrira a pouco. Com o tempo meu cabelo cresceu, minha barba cresceu, meu vício por aquela erva medicinal era incontrolável, e meu prazer em tocar aquela música aumentava cada vez mais. Não me preocupava, pois aquilo tornou um remédio muito utilizado em Amacueca e se espalhava pela região, tendo como usuários, homens, mulheres,crianças e idosos.

Resolvi sair da montanha e me envolver novamente à minha vida social no vilarejo.

Ganhei apelidos, como “el cabelo que rasta” pois meu cabelo enrolou e cresceu tanto que se arrastava pelo chão. Comecei então a tocar novamente nos bailes, só que desta vez a música que eu aprendera na montanha, e que fez muito sucesso com suas batidas leves e gingadas.

Eu só precisaria dar um nome para esse ritmo novo que havia inventado, mas tinha que ser algo diferente,não queria uma coisa latina pra isso, e assim quebrei a cabeça por horas. Em certa hora passei em frente a casa de Maria e Joana.

Estavam cuidando dos pezinhos daquela erva medicinal que revolucionara aquela pequena vila quando Joana diz a filha “Maria você não vai regar as ervas???” e Maria disse “ Ah Madrezita REGAÊ!”

Estava tão destraído que só ouvi a resposta de Maria para su madrezita. Eis que havia achado o que queria…REGAÊ, nesse dia acabara minha dúvida, estava batizado o mais novo e promissor ritmo de todo o México.

Resolvi tempos depois fazendo sucesso em minha cidade, expandir, conhecer o mundo, e pegar um navio sem rumo algum, sem rota… e tambem deixar meu passado triste que em Amacueca colhi.

Comprei alguns kilos da erva para caso ficasse doente no caminho, e caso quisesse compor mais alguma canção, e pedi também a Joana que me desse uma mudinha da tradicional erva, caso nunca mais voltasse para o México.

Depois de anos em Amacueca, estava eu dentro de um Navio sem rumo, alguns dias de viagem e ancoramos em nação insular chamada Jamaica para concertar um problema no navio.

Durante a parada nao largava nenhuma de minhas coisas, sempre carregando comigo. Sentei em uma pedra e ascendi uma cigarrilha e comecei a dedilhar e compor uma nova canção para a situação e o rumo que estava tomando,e a saudade que tinha do Mexico. Logo percebi a chegada de um menino, um pequeno menino que se encantou com minha musica, e dizia nunca ter sentido um cheiro tão bom como o daquela cigarrilha que eu fumava.

Parei de tocar, e perguntei seu nome… ele simplesmente disse que seu nome era Bob. Logo Bob perguntou do que se tratava aquele tipo de musica, e prontamente respondi que se chamava REGAÊ.

Por horas o menino chamado Bob ficou adimirando a musica quevinha de meu violão, e sempre ficava pro lado onde o vento estava soprando, parecia que gostava do cheiro da fumaça que vinha em seu semblante.

Quando ia lhe mostrar mais uma canção, olho para o lado e vejo Eleonor. O que estaria a mulher, o amor de minha vida que me humilhara fazendo naquele lugar?

Minha reação foi me levantar, jogar meu violão, minhas letras, cigarrilhas e a planta que havia trazido, enfim…me livrei de tudo, e corri em direção de Eleonor.

Quando ela me viu, tambem correu em minha direção…nos abraçamos fortemente….ela estava linda,seu olho de vidro brilhante como nunca havia visto antes. Sem me conter disse a ela para esquecer o que tinha acontecido em Amacueca e que a amava mais que tudo na vida….eis que ela me diz o mesmo, e que naquela noite se arrependeudo que fez,mas que foi seduzida por um homem que prometeu emprego a ela, jurando bom salário e riqueza. Mal sabia Eleonor que estavacaindo em um golpe de uma rede de prostituição que garimpava garotas no Mexico e levava mundo a fora.

Rapidamente a chamei para entrar no navio comigo e seguir mundo a fora, e ser feliz ao meu lado em algum lugar…ela chorou e disse que ia comigo para qualquer lugar.

Quando estavamos subindo ao navio, uma voz de criança me chama…era Bob, o quieto menino que conhecera a pouco. Bob estava com minhas coisas e queria me devolver…eu disse que aquilo era um presente meu, e que minha carreira de músico terminava ali. Bob então me deu um abraço e me agradeceu pelas lembranças, e poreu mostrar o REGAÊ a ele….nisso Eleonor começou a chorar.

Carinhosamente o pequeno Bob se aproximou e disse limpando as lagrimas de Eleonor..

“Não, mulher, não chore…não, mulher, não chore”.

Subimos ao navio desejando sorte para aquele pequeno menino…

E assim, deixamos a vida nos conduzir até algum lugar do mundo….eu e meu eterno amor Eleonor.

Fim!

3 Respostas

  1. Um grande começo pra um cronista!

  2. asashasuuhasuhasuhasuhasuhuhsauhuhuhsa
    mto comedia as tirinhas .. e a conversa com o msn fantasmagorico
    sahsahuasuhuashusauh
    “ZeZiNhO diz:

    aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh

    sai

    sai

    sai

    meu deus

    kerido o caralho…me deixa…ai jisuis

    Lara diz:

    Kkkkkkkkkkkk

    ZeZiNhO diz:

    meu deus

    Lara diz:

    buuuuuuuauuuuuu

    kkkkkkkkkkkkkkk

    ZeZiNhO diz:

    vc fala…..saiaaaaaaaaaaaaaaa eu disse saaaaaaaaaaaiaaaaaaaaaaaa”

    asiashuausuhasuhasuhauhshuashuuhsa
    rachei de ri
    assahuhasuhhusa
    zeh..tah foda…
    abracos amor
    ateh sabado ;PPPP

  3. Adooorei!! Cada detalhe que nos faz viajar na lindo
    Historita!!

    Eita lasqueiiiira.

    Manda a ver e manda para nóooois!!! Bêzos.

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